Missionária Sonia Oliveira
Missionária Sonia Oliveira

A  minha vida e do meu marido, Patric, é marcada por superação e fé. Hoje, entendemos que fomos unidos por Deus.
Nos conhecemos em Belém (PA), na época em que eu havia deixado um relacionamento abusivo. Logo nos apaixonamos, mas eu trazia uma bagagem emocional e psicológica muito grande. Eu havia sido internada por diversas vezes em clínicas psiquiátricas e recebido o laudo de esquizofrenia e depressão. Eu já estava em um processo de loucura e tinha surtos muito violentos. Quinze dias depois de nos conhecermos, tive um surto que afetou a minha memória. Já não reconhecia mais o Patric, minha mãe e nem minha filha, Yone. Foram quase 4 meses com a memória afetada e surtos com tentativas de fugir de casa. Mas o Patric não desistiu. Ele chegou a parar de treinar para cuidar de mim. Em minha cidade, eu  era conhecida como louca, mas Deus mudou minha história. Na porta da minha casa, enchia de gente para ver o show que o diabo fazia, porque ele tomava conta de mim. Até que o Patric resolveu buscar por mim na igreja. Ele resolveu convidar a minha filha para ir com ele aos cultos e começaram a lutar para me ajudar espiritualmente. Até que um dia eu me lembrei de Jesus, porque eu o conheci com 13 anos de idade, depois que eu fugi de casa. Naquele processo todo eu fui para a igreja, fui liberta e minha família toda também foi.

Luta contra o lúpus

Com a estabilidade financeira e a ascensão no futebol, começamos a nos afastar de Deus. Aqui no Japão nós éramos crentes, mas quando voltávamos para o Brasil, éramos totalmente diferentes. No Japão não tínhamos contatos com baladas, e nas visitas ao Brasil íamos para muitas festas. Mas a Deus ninguém engana. O nosso processo de transformação começou em 2016, quando Patric sofreu uma lesão no Japão e foi se tratar no Brasil. Eu, que já havia sido hospitalizada algumas vezes em Osaka, senti Deus falar comigo no caminho para o Brasil. Ele disse que iria nos tratar. Na época, uma série de dificuldades começaram a surgir. Eu estava grávida e sofri um aborto espontâneo. Isso aconteceu no mesmo período em que um de meus irmãos faleceu. Enquanto isso, Patric havia perdido o contrato com o Gamba Osaka devido à lesão. Deus fez um processo muito forte em nós dois. Depois de voltar para o Japão, um dia eu acordei imobilizada e fui levada para o hospital, onde recebeu o diagnóstico do lúpus. Eu estava como uma morta-viva. Meus órgãos estavam parando e precisei fazer uma cirurgia de emergência, pois meu rim estava parado. Quando isso aconteceu, eu entendi que Deus estava fazendo a obra em mim, mas eu não achei que fosse ser tão difícil. Foi ali que eu entendi que, ou eu ia para Jesus, ou eu morria. E ali eu fui para Jesus. Foi no quarto do hospital que comecei a gravar vídeos e passar a mensagem que Deus estava gerando em meu coração. Ali eu comecei a trabalhar na obra e Deus me dizia: ‘Não olhe para as circunstâncias, vai parecer impossível, mas a última palavra é Minha’. Eu fui inchando, fui deformando, fiquei paralítica por seis meses, perdi cabelo, perdi a fisionomia. Eu me olhava no espelho e eu sabia que aquilo ia passar. Eu não tinha medo e sabia que a glória da segunda casa seria maior do que a primeira. Os médicos diziam que essa doença era irreversível, mas o diagnóstico de lúpus não existe mais. Eles dizem que se não fossem meus médicos, me diriam que eu nunca tive lúpus. É como se meus órgãos nunca tivessem sido lesionados, é como se tudo em mim fosse novo. Hoje, meu marido entende que nós dois somos testemunhos e exemplos para uma geração. “Meu trabalho também é uma forma de poder falar do que Deus fez nas nossas vidas. Quando eu faço gol sempre agradeço a Deus. Nas entrevistas eu sempre digo que não foi o homem, mas sim Deus que abriu as portas para mim no Japão. Hoje, como pessoas públicas, temos que ser exemplo na nossa casa e fora. O dinheiro que a gente gastava com remédios hoje investimos para alcançar pessoas”, celebra Patric.

Sônia Oliveira tem mais de 125 mil seguidores no Instagram, 31 mil inscritos no YouTube e 25 mil seguidores no Facebook, que recebem orações e mensagens diárias. Além disso, ela ajuda mais de 300 mulheres em um grupo no WhatsApp.

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